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Opinião ARTIGO

Criar filhos homens em mundo machista é um grande desafio

Minha contribuição para a luta feminista

08/03/2021 às 10h39 Atualizada em 26/06/2021 às 19h11
Por: Lorena Lázaro Fonte: Lorena Lázaro
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Desde muito cedo eu introduzi no dia a dia da vida dos meus dois filhos homens palavras como feminismo e machismo. Sei que não são palavras antônimas, que machismo não é o contrário de feminismo e vice-versa. Tem muito artigo por aí que explica o conceito delas, eu sugiro esse aqui. Eu as falo cada uma em seu devido momento e elas sempre estão relacionadas à luta das mulheres por mais respeito e igualdade. 

 

Hoje já percebo nas conversas deles com os amiguinhos, comigo, e com os familiares um posicionamento claro sobre o tema. Eles sabem que é errado ser machista e que ser feminista não está relacionado ao sexo, mas a um movimento político em que homens e mulheres devem se posicionar a favor da igualdade dos gêneros. Me sinto orgulhosa, sem modéstia nenhuma, de estar conseguindo trilhar um caminho onde o há o respeito natural para com as amiguinhas e as mulheres que fazem parte da vida deles.

 

Essa semana eu convidei o Miguel para assistir Moxie: Quando as garotas vão à luta (Netflix), um filme adolescente em que as meninas criam um Miguel, Lorena e Antônio movimento feminista na escola . Logo nas primeiras cenas o garoto bonitão assedia uma colega. Meu filho, que tem 8 anos hoje, não conseguia entender porque ele estava sendo tão babaca e mesmo antes da trama mostrar que estava errado, ele já se posicionou incrédulo com o personagem.

 

Aqui em casa não é admitido falas preconceituosas e machistas como: "deixa de ser mulherzinha", "homem não chora" ou "Isso não é coisa de macho". Se por acaso acontece, é quando a mãe feminista entra em ação contra a criação machista. Eu me posiciono, levanto logo a bandeira, seja contra o pai, avô ou tios e tias. Literalmente solto o grito e me imponho. Essa é a minha luta há 10 anos, idade do mais velho. É uma luta contra uma cultura incrustada nas pessoas de uma forma tão profunda, que nem elas mesmas conseguem perceber o erro.

É justamente no ambiente familiar que o desafio é maior. Vindos de uma família em que a parte do pai é evangélica e a da mãe é católica, esses dois pequenos ganharam uma mãe que não permite que o tradicionalismo se instale. Usando um clichê feminista: "eu digo não ao patriarcado".

Meu desejo profundo como mãe é que eles sigam sendo homens honestos e respeitosos, mas acima de tudo, que esse seja um comportamento natural, mas se não for, eu estarei por perto para ensiná-los. 



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